'Prévia' do PIB do Banco Central registra crescimento de 0,2% no 2º trimestre, com forte desaceleração

O Banco Central (BC) informou nesta segunda-feira (17) que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado a "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB), registrou crescimento de 0,2% no segundo trimestre deste ano.

O resultado pelo BC foi calculado após ajuste sazonal — uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes. A comparação foi feita com o primeiro trimestre de 2026.
  • O dado divulgado pelo Banco Central mostra forte desaceleração da economia. Isso porque, no primeiro trimestre de 2026, o IBC-BR teve uma expansão bem maior: de 1,3%.
  • O crescimento do IBC-Br no 2º trimestre deste ano foi o pior resultado desde o terceiro trimestre de 2025 — quando foi registrada uma retração de 0,5%.
Por setores, foi registrada expansão em agropecuária e indústria no segundo trimestre, e retração em serviços.
  • Agropecuária: + 0,3%
  • Indústria: + 0,5%
  • Serviços: - 0,1%

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Já o IBC-Br tem um cálculo diferente, com um conjunto mais restrito de informações (veja mais abaixo nessa reportagem).

O resultado oficial do PIB no segundo semestre deste ano, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), será divulgado em 1º de setembro.

Ano eleitoral
Em um ano eleitoral, o governo tem adotado ações para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços.

A equipe econômica zerou, por exemplo, a tributação do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, além de ter liberado o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e linhas de crédito mais baratas para a população.

A estratégia do governo, porém, dificulta o controle da inflação. O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter as pressões inflacionárias.

Na ata da última reunião do Copom, divulgada na semana passada, o BC informou que o chamado "hiato do produto" segue positivo.

Isso quer dizer que a economia continua operando acima do seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação.

O mercado financeiro acredita em desaceleração da economia no ano de 2026 fechado. A projeção dos analistas é de uma expansão de cerca de 2% em 2026, contra um crescimento de 2,3% no ano passado.

G1 Economia
Editorial, 18.AGOSTO.2026 | Postado em Mercado


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