Mercado financeiro sobe para 5,30% estimativa de inflação em 2026 e projeta corte menor de juros
Os economistas também passaram a projetar um corte menor de juros neste e nos próximos anos (veja mais abaixo nessa reportagem).
As expectativas fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.
A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).
Com o acordo de paz anunciado neste domingo (14) entre os Estados Unidos e o Irã, o petróleo já mostrou queda neste início de semana, operando ao redor de US$ 84 por barril.
- Para 2026, a estimativa de inflação subiu de 5,11% para 5,30%;
- Para 2027, a expectativa avançou de 4,03% para 4,10%;
- Para 2028, a previsão subiu de 3,65% para 3,68%;
- Para 2029, a estimativa permaneceu em 3,50%.
Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros.
Atualmente, a taxa está em 14,50% ao ano — após dois cortes neste ano.
- A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026, porém, subiu de 13,50% para 13,75% ao ano na última semana, embutindo uma redução menor dos juros no decorrer deste ano.
- Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado passou de 11,50% para 12% ao ano.
- Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas avançou de 10% para 10,25% ao ano.
Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado subiu de 1,91% para 1,96%.
O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Taxa de câmbio
O mercado financeiro elevou sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano de R$ 5,15 para R$ 5,20 por dólar.
Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos subiu de R$ 5,20 para R$ 5,25 por dólar.
Para 2027, a projeção de crescimento do PIB permaneceu em 1,70%.
G1 Economia