Produção industrial cresce 0,7% em fevereiro, mas segue abaixo do patamar pré-pandemia
"Esse resultado eliminou parte da queda de 2,2% registrada em janeiro, mas, mesmo com o avanço, o setor permanece 2,6% abaixo do patamar de antes do início da pandemia. Também está 18,9% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011", destacou o IBGE.
Frente a fevereiro de 2021, a indústria teve queda de 4,3%.
A indústria acumula queda de 5,8% no ano e crescimento de 2,8% nos últimos doze meses. Com o resultado de fevereiro, o setor ainda está 18,9% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

O que puxou a alta no mêsTodas as quatro grandes categorias econômicas e 16 dos 26 ramos pesquisados tiveram avanço na passagem de janeiro para fevereiro, com destaque para a produção das indústrias extrativas (5,3%) e de produtos alimentícios (2,4%).
PerspectivasA produção industrial fechou 2021 com um avanço de 3,9%, depois de dois anos seguidos de perdas, mas ainda continua sendo impactada pela alta dos preços das matérias-primas, pela falta de insumos e também pela demanda fraca.
O índice de confiança da indústria cai pelo 8º mês seguido em março e atingiu o menor nível desde julho de 2020, segundo mostrou a FGV.
A alta dos juros e inflação persistente têm tirado o poder de compra e de consumo das famílias. A quantidade de endividados e a proporção de famílias com dívidas ou contas em atraso bateram recorde em março, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Os economistas do mercado financeiro projetam atualmente um avanço de apenas 0,50% do PIB em 2022, bem abaixo da média global, e inflação de 6,86%, segundo o último boletim Focus do Banco Central. Parte dos analistas já veem, no entanto, uma inflação acima de 6% no ano.
Para a taxa básica de juros da economia, atualmente em 11,75% ao ano, os analistas projetam Selic l em 13% ao ano no final de 2022.
G1 Economia